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Amplificador Integrado Híbrido Murano
TEST realizado por: Víctor A. Mirol
DIRETOR REVISTA AUDIO&VIDEO
Brasil
v.mirol@uol.com.br
vmirol@clubedoaudio.com.br
O integrado de que nos ocupamos hoje é, na definição do seu criador –
Fernando Chao –, um produto sul-americano. Com efeito, parte dos componentes
são fabricados no Brasil
(condensadores Epcos da Siemens que nada têm a
invejar aos BlackGate nem aos Auricap, transformadores toroidais de
alimentação
Toroid,
relés e placas de circuitos), alguns vêm do Uruguai (manufatura com
madeiras, chassis feitos em aço inoxidável mediante CNC, partes em alumínio
e aço cromado, além de todo o desenho e entalhes). As partes como válvulas,
semicondutores e conectores provêem dos EUA, do Japão e de outros lugares da
Ásia. Ao todo, resulta que 80% provêm da região Sul da América (Brasil e
Uruguai) e 20% de fora dela.
A apresentação do Murano é extraordinariamente
cuidada e de grande valor estético.
Os
lados são de madeira laqueada (Roble
e
Haya
ou outras a pedido) realizados à mão com acabamento com lacas italianas
Milesi. O desenho da caixa foi realizado por Christian Píriz.
Na parte
superior, sobre o aço inox emoldurado pela madeira, estão visíveis o par de
válvulas
6SN7-GT (NOS1
dos anos 1960 e 70) e a cobertura do transformador toroidal.
Atrás deste,
estão os quatro conectores de saída para cabos de falantes tipo WBT de
excelente qualidade, que permitem a conexão de
spades
ou bananas.
Também vemos uma placa dourada com a marca Pastoral.
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Na parte traseira, vemos a entrada BNC de alimentação e as conexões RCA de
entrada (três pares) e saída (para gravação ou simples saídas de linha),
todas em conectores de muito boa qualidade banhados em ouro com dielétrico
de Teflon.
Na frente, encontramos três chaves rotatórias. À esquerda, a chave de
liga-desliga. À direita, a chave seletora de entradas. No meio, um grande
botão que comanda o potenciômetro NOBLE de volume.
Todo o chassis está
suportado por quatro pés com bolas de aço-tungstênio com base de cortiça.
Por ser um integrado, possui uma etapa pré-amplificadora que utiliza dois
duplos triodo 6SN7-GTB, preferidas pelo desenhista às clássicas 12AXT e
12AU7 ou, até, à 6DJ8 (6922), cujos filamentos são alimentados por corrente
contínua regulada, para assegurar muito baixo ruído. Essas válvulas seguem a
configuração ‘SRPP’, preconizada por Jean Hiraga em
L’Audiophile
(que facilita a adequação da alta impedância de saída das válvulas com a
baixa de entrada dos circuitos de estado sólido) e sua reposição está
assegurada pelo fato de serem atualmente fabricadas na Rússia, na União
Européia e na China. Essa etapa permite uma sensibilidade de 850 mV para
potência nominal.
O seletor de entradas aciona relés comutadores. A etapa de
saída utiliza (veja isso!) circuitos peracionais – e, como veremos, parece
ser certo nesse caso –, pois garantem menor distorção e maior transparência
do que os componentes discretos.
Sua potência é de 35 W com carga de 8 Ohms
(pode trabalhar em até 4 Ohms, menos do que isso é desaconselhado).
1
NOS (New
Old Stock,
ou
stock
de antigas sem uso): termo que define – no caso das válvulas – unidades que
nunca foram usadas e ficaram em
stock
desde a data de fabricação – que pode ser de décadas atrás – até o momento
da venda atual.
Teste – Amplificador Integrado Híbrido Murano
A alimentação, objeto de cuidadoso desenho, foi construída em torno de um
transformador toroidal de grande capacidade e incorpora um retardo de tempo
que permite a estabilização dos circuitos antes de ligar o amplificador às
caixas, o que evita eventuais problemas criados pelas grandes diferenças de
tensão de alimentação entre os circuitos valvulados e os de estado sólido de
saída. O único elemento da fonte compartilhado pelos dois canais é o
transformador, já que todos os outros componentes são separados. Existe uma
saída para gravação e, opcionalmente, o integrado pode vir com saída para
subwoofer
ativo.
O exemplar que nos chegou às mãos estava já amaciado. Mesmo
assim, o submetemos a 100 horas de
burn-in
com carga fantasma resistiva.
O amplificador chegou exatamente no momento
certo para um teste de desafio, já que as minhas novas caixas Dynaudio
Sapphire estavam já bem amaciadas (mais de 350 horas) e eu já habituado com
sua sonoridade. Também as Krell Resolution 3 e as Dynaudio 25 Anniversary
foram outro teste, já que nenhuma delas é de alta eficiência (em torno de 88
dB) e todas possuem divisores de freqüência de várias vias.
Os cabos
utilizados foram Purist Elementary Advance, Kimber 8TC e Black Rhodium Ninja.
Utilizamos tanto o Sony XA-9000ES e o dCS p8i como o – também novo, já bem
amaciado – dCS Puccini ligados ao McIntosh MC200 e ao Audiopax Model 5 com
cabos Black Rhodium Oratorio.
Desde o início, o Murano mostrou sua
inequívoca categoria refinada na sonoridade. Já no primeiro disco ouvido, o
So Real,
observamos o que seria a marca registrada desse amplificador: a magnífica
transparência do palco sonoro, o foco perfeito e os transientes de primeira
ordem aliados a um magnífico retrato da voz humana graças ao magnífico
timbre de seus médios.
Na faixa 3 percebemos perfeitamente a forma como o percussionista toca os
primeiros compassos e o momento em que entra o baixo, bem colocados cada um
no seu espaço e ouvindo claramente todas as sutis diferencias no toque do ximbal e da caixa, assim como as variações dinâmicas
e o trabalho dos dedos do contrabaixista.
Testamos o cabo de força Tranparente Audio PowerLink MM alimentando o Puccini com imediato resultado
em termos de claridade de palco, imagem e silêncio. Após alguns testes,
escolhemos a configuração Puccini, Tranparent PowerLink MM, Black Rhodium
Polar Oratorio, McIntosh MC200, Sunrise Illusion, ou depois, Audiopax Model
5 e, finalmente, direto ao Murano, Worldwire Polaris, Murano, Sunrise
Mainslink, Ninja, Sapphire.
As Sapphire estavam a 3 m uma da outra e de mim,
com
toe-in
de 10-15 graus. Ouvindo o CD
Telarc SACD
Sampler 3
percebi, com surpresa, um palco sonoro muito parecido ao obtido com os
McIntosh, com tudo em escala um pouco menor, mas com qualidade similar.
Imagens focadas, com corpo harmônico correto com ar da ambiência e extensão
e harmônicos corretos e extensos com transientes também corretos. Os picos
de exigência dinâmica maiores criaram, naturalmente, sinais de alguma
restrição do palco. Nada que uma leve limitação do volume não resolvesse.
Querendo testar a extensão em graves e a capacidade dinâmica, fui para a
faixa 4 (Papa was a Rolling Stone).
Os baixos, com exceção de um leve
predomínio da segunda harmônica, eram, sim, profundos e com bom controle e
perfeito equilíbrio com o resto da instrumentação. A essa altura, decidi
experimentar com a saída direta do Puccini (ao fim, o Murano é
um integrado) e, usando o Black Rhodium Polar Oratorio obtive uma combinação
ideal, com aumento de nitidez dos transientes, foco e organicidade. O ar
aumentou, com claro benefício do palco sonoro. Como veremos em próximo
review
dos Black Rhodium, esses cabos ão capazes de grande velocidade, transientes
perfeitos e suave decaimento, de grande extensão nos extremos e
claridade do palco. O Murano permitiu perceber essas características
rapidamente e que pudéssemos nos beneficiar delas.
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Teste – Amplificador Integrado Híbrido Murano
O preço que, às vezes, os
Black Rhodium cobram, em termos de menor corpo harmônico e leve
tendência para enfatizar o extremo alto não foi tão evidente.
Para apreciar
sua correção de fase, utilizamos as faixas de teste LEDR que estão no disco
de teste II da CAVI e obtivemos um resultado muito similar ao dos McIntosh
MC501.
O palco sonoro é extenso com muito boas imagens centrais e adequada
profundidade, apesar de o fundo ser levemente plano.
Em Marcus Miller
ouvimos um palco sonoro que excede as caixas e se expande pelos lados da
sala. Também ouvimos os sobretons muito breves e agudos das chaves do sax
que os Black Rhodium permitem perceber quando o resto do sistema comporta
essa velocidade de transientes.
A voz humana é muito bem retratada e com
muita organicidade,
como vemos em Diane Shuur, assim como o timbre das
trompas na introdução da faixa 5. Em Christine Duncan observamos – além do
magnífico timbre da voz –
um recorte muito preciso, embora o decaimento nas
notas instrumentais seja um pouco mais curto em comparação ao McIntosh
MC501.
O corpo harmônico de vozes e instrumentos é bem dimensionado, como
vemos em Mike Stern e no grupo de cordas tocando Villa Lobos e em Light my
Fire cantado por Patricia Barber. Joe Williams é retratado com o adequado
calor e sonoridade cheia que fazem a uma sensação de realidade cativante,
sem cair em absoluto na sonoridade ‘quente’ ou pesada nos médios baixos que,
pelo contrário, são claros e sem exageros.
A dinâmica é suficiente no macro,
como percebemos ao ouvir com as Sapphire num nível similar de volume sonoro
ao que uso habitualmente, embora se note alguma compressão incipiente nas
passagens mais enérgicas, como em Zappa.
A microdinâmica é, não obstante, de
excelente nível.
A textura instrumental é excelente, levemente menos
satisfatória – no limite – é a percepção da instrumentação quando muito
complexa.
Uma qualidade do Murano é a capacidade de se mostrar orgânico
quando necessário, como na audição do belíssimo novo CD do grupo De Puro
Guapos (Com
Toda
a Corda),
gravado e masterizado por Homero Lotito e recémlançado pela LUA. A
sonoridade de um quinteto de cordas com seção rítmica de piano e ontrabaixo,
acentos de clarinete e condução e integração sonora de
bandoneón
numa série de tangos clássicos executando arranjos
complexos é uma boa prova para componentes de áudio. O Pastoral saiu-se
muito bem, tocando na mesma sala de referência de minha casa, onde foram
realizados e gravados inúmeros ensaios do grupo prévios à gravação do CD, em
especial no quesito timbre, organicidade e textura.
Prova de fogo aprovada!
Mostrou que, sem ser excessivamente sensível a cabos, beneficiou-se com a
combinação Black Rhodium Oratorio de interconexão e Purist Elementary
Advance nas caixas.
Porém, isso dependerá da fonte e das caixas utilizadas,
finalmente. Van den Hul The Second e Black Rhodium Ninja foram, também, uma
boa combinação.
O Murano é uma peça única de
design
clássico e, ao mesmo tempo, moderna, tanto na concepção eletrônica como no
material utilizado. Seu visual é impecável e fácil de combinar no ambiente.
De potência um pouco limitada para os padrões habituais, é capaz de tocar
caixasde sensibilidade média com garbo, desde que se tome o cuidado de não
carregá-lo com impedâncias abaixo de 4 Ohms. Sua sonoridade poderá fazer a
delícia de qualquer mitômano ou audiófilo, em especial se utilizado com
caixas sensíveis ou em ambientes não muito grandes. Seus pontos fortes são o
equilíbrio tonal, o palco sonoro e a qualidade tímbrica. Por ser um
integrado, seu custo-benefício é alto. Beleza visual e musical, deve ser
considerado nas opções de compra de qualquer amante da música. Boas Músicas!
Discografia: CDs Estéreo:
Todos os discos da metodologia da revista (mencionados no site) e mais:
Com a Corda Toda
(De Puro Guapos), LUA 255 (CD comercial e master convertida de 24/192 a
24/96)
Teste – Amplificador Integrado Híbrido Murano
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MURANO
EQUÍLIBRIO
TONAL
8,7
SOUND
STAGE
8,9
TEXTURA
8,8
TRANSIENTES
8,9
DINÂMICA
8,3
CORPO
HARMÔNICO
9,0
ORGANICIDADE
8,9
MUSICALIDADE
9,4
TOTAL
70,9
PONTUAÇÃO
MÁXIMA,
EQUIPAMENTO
CATEGORIA
OURO:
72 |
 |
Importador:
Bach/Buenos
Aires Craft Hi-End
Revendedor no Brasil: Sunrise Lab
(11) 5594-8172
Preço Médio: US$ 4.800
Características técnicas:
Potência: 2 x 35 W RMS em 8 Ohms.
Conectores
spade
e banana.
Pré-amplificador: 2 x 6SN7-GT (‘NOS’ GE USA)
Entradas: três, estéreo (RCA) com conectores
banhados a ouro, comandadas por relés.
Saídas: estéreo de linha;
subwoofer
(opcional)
Relação sinal/ruído: 95 dB
Resposta: 10 - 70.000 Hz, ± 1 dB
Controles:
power
(com retardo de um minuto),
seletor das três entradas, volume
(potenciômetro ‘Noble’)
Fonte de alimentação com transformador
toroidal ‘Toroid’,
220/110 VAC
Apoios anti-vibratórios.
ESPECIFICAÇÕES
TÉCNICAS
Opus 3 Test Record 4,
Test CD
4 (CS-SACD)
Joe Williams,
Noti’n but the
Blues,
Delos (CD)
Tango,
Bibi Ferreira e Miguel
Proença, Biscoito Fino, BF 626
(CD)
Belafonte at Carnegie Hall,
LSOCD 5005 (CD)
The Weavers at Carnegie Hall,
Analogue Productions APF 005
(LP) – APFCD 005 (CD)
Sheherezade
(Ansermet), DECCA
470253-2 (CD)
SACDs estéreo/multicanal:
So Real,
DMP SACD-15 (SACD
Multicanal)
Audiophile Reference IV,
FIM
SACD 829 (SACD)
Live at the Pawnshop,
Opus 3
19911 (SACD)
Bob Mintzer Big Band,
DMP
SACD 12 (SACD)
Live At The Pawnshop,
OPUS3
CD 1991-1 (SACD)
TELARC SACD Sampler 3,
TelarcS
ACD 63008 (SACD Multicanal)Diana
Krall,
VERVE B02293-36
(SACD Multicanal)
Equipamento associado:
Analógico: Rega P9, braço Rega 1000, cápsula van den Hul
The
Frog,
Sumiko Blue Point Special, em suspensão 3 Hz, base dedicada, Rega Planar 25,
(OriginLive), Pré de fono DACT 100.
Digital: dCS Puccini, dCS p8i, Sony XA9000ES ES, DVD Denon 2910,
media Center
montado sobre gabinete Zalman 500, RME Fireface 800 Pré: McIntosh C200,
Audible Illusions Mod 3a, Audiopax Model 5.
Amps:
monoblocks
Mc Intosh C-501, Mc Cormack DNA-1 de Luxe Ed, Audiopax Modek 88 Mk II
Caixas: Dynaudio Sapphire, Krell Resolution 3,
subwoofer
REL Stadium II
Cabos: (interconexão) Purist Venustas balanceado, Black Rhodium Oratorio
balanceado e
single,
Nordost Red Dawn,
WireWorld Eclipse e Polaris,
Cardas G-Master Reference II L,van
den Hul The Second; (caixas): Black Rhodium Ninja, Purist Audio Elementary
Advance, Kimber 8TC,
spades
e
bananas WBT Top Line; (força): Transparent Audio Power Link MM, van den Hul
Mainserver, Sunrise Mainslink e Illusion, Furutech Reference.
Auxiliar: JVC EX-A1 e EX-A3
Víctor A. Mirol DIRETOR REVISTA AUDIO&VIDEO
Brasil
v.mirol@uol.com.br
vmirol@clubedoaudio.com.br
Willy Pastrana CEO and General
Manager
info@tangohiendbrasil.com
See our Videos in youTUBE (“Willy Pastrana” in SEACH)
www.arttech.com.ar
www.tangohiendbrasil.com

More information about
BACH t-0, Tango &
Opera in www.wp-hometheater.com
( en español)
See our informative video:
(Tango Hi End Acoustics) & (British Hi End Cables in South America) in You Tube

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